Tendo o Dia Nacional de Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, como principal alavanca para o tema, os jovens do Programa Preparando o Futuro participaram no sábado (15) de uma importante explanação a respeito de saúde mental. O tema foi sugerido pela aluna Eduarda Talyta Souza de Lima, que se interesse por estudar o assunto, e encampado pela Equipe ABCJ, principalmente por nossa psicóloga Kátia Soares. Elas fizeram um breve histórico sobre o tratamento – ou a falta dele – dispensado até o fim do século passado a quem apresentava qualquer ‘desvio’ do que era considerado ‘normal’: eram trancafiados em manicômios e sem cuidado humanizado ou medicamentoso. Com a luta de especialistas como a psicóloga Nise da Silveira, houve melhorias. Hoje todos precisam estar atentos aos que apresentam sintomas leves ou acentuados de depressão, ou outras dificuldades de convivência. Isso foi apresentado com o vídeo da professora e psicóloga Teresa Vignoli, da bela ilustração feita pela artista Cris Suiter, além de uma dinâmica com os alunos. Para o estudante Rafael, a privação total de liberdade dentro dos antigos manicômios foi o que mais chamou a atenção. “A liberdade é uma das maiores virtudes do ser humano, e todas as pessoas deveriam tê-la. Sem ela, não podemos falar o que pensamos e nem fazer o que quisermos. Ou seja, não conseguimos ser quem deveríamos ser.” O aluno Felipe sentiu curiosidade por conhecer mais sobre o trabalho da psicóloga Nise da Silveira. “Encontrei uma frase incrível dela. ‘Para navegar contra a corrente, são necessárias condições raras: espírito de aventura, coragem, perseverança e paixão’. Para mim ficou claro que o amor ao próximo é o que nos move, e é o amor que pode mudar o mundo. Um dos maiores revolucionários dizia que devemos amar ao próximo: Jesus Cristo amou a todos, independente se acreditavam ou não nele.” “Adorei o assunto e com ele pude refletir que ninguém nunca vai estar sempre 100%. No decorrer da vida, coisas ruins acontecem frequentemente, mas acredito eu que graças a essas coisas somos o “eu” o “nós” de hoje em dia. Apesar de passarmos nossos sofrimentos, a maior parte das vezes sozinhos, é sempre bom ter alguém que nos dê um suporte”, declarou nossa aluna Ellie. O estudante Leonardo comentou que o tratamento dado aos pacientes com distúrbios ou problemas mentais no passado era absurdo. “As pessoas eram tratadas e mantidas em condições desumanas. Hoje devemos sempre estar fazendo nossa parte para que haja uma conscientização sobre sua importância e para não cometemos os erros do passado em tratar a saúde mental como uma coisa qualquer.” “Essa palestra mostrou como é importante cuidar da nossa saúde mental, nos observarmos bem e cuidar das nossas relações. Nos dias em que vivemos atualmente, precisamos muito disso. Felizmente, mudou a muito a percepção de pessoas com doenças psiquiátricas com o tempo, e também mudou totalmente os cuidados, hoje bem mais humanizados”, destacou a aluna Larissa Pereira. EQUIPE ABCJ
EMPREGABILIDADE, MERCADO DE TRABALHO E SUPERAÇÃO EM PAUTA
Na manhã de sábado (08), os alunos do Programa Preparando o Futuro da ABCJ tiveram a oportunidade de assistir a uma empolgante palestra feita pelo contador Felipe Shahin Franco. Colaborador do projeto, ele atraiu a atenção dos alunos fazendo um breve histórico da evolução tecnológica e das novidades que estão disponíveis nas mais diversas áreas profissionais. Tratou sobre “Empregabilidade e Tendências do Mercado de Trabalho”, mostrando um pouco de sua experiência profissional e pessoal. Shahin usou bastante seu exemplo de vida pessoal para mostrar aos estudantes que é preciso fazer bom uso das oportunidades que aparecem. A história de vida dele começa como a de muitos dos estudantes do Programa: com a separação dos pais, a luta dos avós para conseguir educá-lo, as dificuldades financeiras e de estrutura superadas com muito esforço. Os estudantes se identificaram com ele e demonstraram isso nos textos produzidos e também nos questionamentos durante a palestra e depois que ela se encerrou. A aluna Ana Caroline pinçou uma parte da explicação sobre o mercado de trabalho. “A empregabilidade no futuro é definida pela adequação dos profissionais às necessidades do mercado. Fazer sempre as mesmas coisas não proporcionará uma evolução profissional. Precisamos evoluir, aprender coisas novas que serão inovadoras para a vida pessoal e para a vida profissional”. “O palestrante mostrou que nunca devemos desistir de nossos sonhos nem duvidar de nós mesmos, para amanhã não usarmos isso como desculpa. Pergunte-se: o que me impede de tentar? Devemos ter sempre um pensamento crítico de saber ouvir e saber falar. Não falar muito, mas também não deixar de se pronunciar. Temos que equilibrar, ouvir mais e aprender respeitando e aceitando a todos”, frisou o aluno Higor. A estudante Giovanna Pimentel contou que as perguntas feitas pelo palestrante foram instigantes “Ele nos perguntou o que nós esperávamos para o nosso futuro, e o que nos impedia de fazê-lo. Nos momentos em que eu pensar não ser capaz de fazer algo, quero me lembrar dessas duas perguntas para ter a certeza de que nada pode me impedir de tentar. Outro ponto importante foi sobre o respeito ao próximo, que é um dos valores mais importantes não só para a vida profissional, mas também para a pessoal. É preciso saber respeitar as pessoas acima de qualquer coisa.” A jovem Beatriz Cristina ficou bastante tocada com a experiência de vida pessoal de Shahin. “Foi muito inspirador ouvir sobre a história dele. Realmente precisamos correr atrás do que queremos, persistir e não desistir. Shahin mostrou que com vontade e esforço podemos alcançar nossos sonhos e não devemos deixar o medo nos afligir”, frisou. Também para a aluna Eduarda, as atitudes do palestrante impressionaram. “Conhecemos uma pessoa que transformou a si e aos que estão próximos, e quando conquistou o que almejava não se esqueceu de quem é, dando oportunidade e ajuda aos que precisam… Ele está onde chegou com humildade e isso fez dele não só um empresário de sucesso, mas também um ser humano realizado e muito feliz. Saí da palestra com um gostinho de quero mais e me perguntando quantas pessoas iguais a ele existem e se eu me tornarei uma delas.” EQUIPE ABCJ
FELIZ DIA DAS MÃES A TODAS AS MÃES QUE CONSTROEM A HISTÓRIA DA ABCJ
A ABCJ sabe que mais do que genitora, MÃE é alguém que cuida, zela, estimula, acode, ensina, torce, disciplina, acolhe, apoia e guia pelos melhores caminhos. Não importa se esse alguém atende pelo nome de mãe, pai, avó, avô, tia, tio, madrinha, sogra ou por seu nome próprio. A ‘maternagem’ vai além de rótulos! Desejamos que nesse Dia das Mães cada um daqueles que cuidam de alguém como uma mãe sinta-se especialmente abraçado e reconhecido por seus esforços. A ABCJ se solidariza também com todas as mães que tiveram de se despedir precocemente de seus filhos, e com todas as que lutam todos os dias contra o preconceito, que oram nas portas dos hospitais e dos presídios, a todas que se esforçam para que seus filhos sejam pessoas melhores e tratados sempre com dignidade. Feliz Dia das Mães a todas as mães! Obrigado por tudo! EQUIPE ABCJ
MOTIVAÇÃO E INSPIRAÇÃO COMO FERRAMENTAS DE LIDERANÇA
Na semana em que se comemorou o Dia do Trabalho, os estudantes do Programa Preparando o Futuro não tiveram aula presencial. Mas isso não significa que não estiveram envolvidos com o projeto. O tema da semana foi criteriosamente escolhido pela Equipe Técnica para que os estudantes refletissem justamente sobre algo que faz parte da rotina do trabalho: a capacidade de liderança. E os textos produzidos, mais uma vez, foram surpreendentes, pois eles levantaram a discussão a respeito da motivação e do impulsionamento que um líder é capaz de ofertar. Numa oportunidade inédita, os estudantes foram convidados para participarem da versão on-line do Ryla ( Prêmio Rotary de Liderança Juvenil), que aconteceu no domingo (02) e teve como tema liderança e motivação. O convite foi feito pelo Rotary Club Vila Arens. Como foi uma atividade extra, nem todos puderam participar, mas quem teve a oportunidade acompanhou excelentes palestras sobre Liderança, Motivação e Cidadania. Aos demais alunos, a proposta foi que refletissem sobre liderança e eles acompanharam um Podcast do administrador e escritor Max Gehringer a respeito do tema. “Em meu ponto de vista, um líder é aquele que consegue unir uma nação para que todos tenham um único propósito. Um líder bom é formado por erros que comete e por reconhecê-los. Um ótimo líder é aquele que tem a seu lado seus seguidores que estão direcionados a um único propósito e que não escutam tudo sem questionar. Quero dizer que um líder de verdade não se faz sozinho. Uma boa liderança se faz em grupo, todos apoiando uns aos outros”, conclui o aluno Diogo. A aluna Halexia lembra a experiência do fundador da Tesla, Elon Musk, para mostrar que não se nasce líder. “Ele não aceitava quando alguém fazia algo que não era como ele esperava. Um complexo que tirou ele de cargos de liderança algumas vezes. Porém, após ser trabalhado e desenvolvido, fez com que a Tesla e a SpaceX (além da SolarCity e mais outras) se tornassem empresas que realmente mudam o mundo, e ele continua sendo exigente, mas sabe conciliar as coisas de maneira bem mais inteligente e acreditar em seus funcionários.” A aluna Giovanna de Fátima dá uma boa definição do que é liderança: “Liderar é dirigir pessoas. Ou seja, saber atraí-las, inspirá-las e influenciar comportamentos que atraiam bons resultados. Algumas pessoas possuem habilidades de liderança de forma mais natural. Outras, precisam aperfeiçoá-las. Para ser um bom líder é preciso saber ouvir, ser transparente, saber trabalhar em equipe, ter paixão pelo que faz, ser humilde, acompanhar as mudanças, dar o exemplo e saber delegar”, resume. O estudante Pedro lembra os documentários sobre as guerras mundiais para destacar que um grande líder pode mudar a história com o resultado de apenas uma batalha. “É em momentos de grande importância que se revelam os verdadeiros líderes, que são aqueles que têm um conjunto de habilidades. A liderança é a capacidade de conseguir que outras pessoas depositem a própria esperança, confiança e as próprias habilidades em você”, acredita. “O afeto pelo que se faz torna o trabalho mais genuíno. Uma liderança que está sempre ao lado dos liderados impulsiona sua equipe com motivação, e os resultados positivos de uma equipe comprometida é uma autorrealização e uma realização do coletivo.(…) A missão torna-se difícil quando há desânimo e frustação. Esses fatores nos “empurram”, mas é necessário ser impulsionado, e não empurrado. A motivação e a liderança nos impulsionam com entusiasmo a chegar do outro da nossa jornada: a realização”, alerta a aluna Luana. EQUIPE ABCJ
ALUNOS APRENDEM SOBRE TECNOLOGIA
Os estudantes do Programa Preparando o Futuro da ABCJ tiveram no dia 24 de abril o primeiro dia de aula presencial após oito semanas em que estiveram em aulas remotas ou sem aulas, mas com atividades propostas pela Equipe Técnica. Eles foram recepcionados com a palestra do engenheiro civil Álvaro Tadeu Duran, que abordou o tema da tecnologia. Animados com a volta presencial, os alunos aproveitaram bastante o contato com o especialista, que fez um breve histórico dos avanços tecnológicos ao longo do tempo, e definiu bem o que é tecnologia e o quanto ela está presente no dia a dia de cada um. Os jovens fizeram anotações e elaboraram textos muito interessantes sobre o assunto abordado. “Inovações nos ajudam muito, pois possibilitam que os processos trabalhosos sejam feitos mais rapidamente, facilitam o diagnóstico de doenças e seus tratamentos, e nessa época de pandemia, deram agilidade para a fabricação de vacina. A tecnologia nos permite ter tudo em nossas mãos com apenas um clique. Nós precisamos dessas novas invenções para o uso para o bem”, comentou o estudante Alberto. O quanto a tecnologia pode melhorar a vida das pessoas que têm alguma limitação foi o que destacou Anna Júlia. “Lembrei do cientista Stephen Hawking que usava um equipamento que captava um mínimo movimento de sua bochecha, identificando a letra que iria ser dita, e montava a frase que queria em menos de segundos. Só com isso podemos ter um pouco de base do que é a tecnologia, não só em questão de celulares, computador, mas sim da vida humana.” A jovem Giovanna Pimentel fez um paralelo entre tecnologia e redes sociais. “Talvez a internet e as redes sociais façam muita diferença na vida das pessoas, tanto para o lado ruim quanto para o lado bom. Poucos dias atrás, vi em uma aula na faculdade, uma matéria relacionada ao Instagram, que se desculpava por causar impasses para usuários que apresentavam transtornos alimentares e isso entre diversos outros problemas acarretados pela tecnologia.” A aluna Hana lembrou o quanto a tecnologia modifica o modo de vida. “Há 40, 50 anos atrás, o ser humano nem sequer imaginava que coisas que eram apenas ideias se tornariam reais e seriam fundamentais em nossas vidas. O mais incrível, é saber, que daqui, 40 anos, ou menos, haverá coisas que farão com que as nossas descobertas de hoje fiquem ultrapassadas. A tecnologia bem usada, juntamente com nossa inteligência e o estudo, é uma ferramenta essencial e indispensável. Ela salva vidas.” Para a estudante Thaíssa, a tecnologia é importante, mas muitas vezes tem alto custo. “Existem abismos na parte educacional, pois nem todos os jovens tem acesso à educação e ao conhecimento, enquanto outros têm livre acesso a isso. Fica uma divisão entre atualizados e desatualizados muito grande. Por isso, quem se enquadra em baixa renda deve sempre procurar cursos como o oferecido pela ABCJ, que pode nos ajudar através da análise de notas ou desempenho no processo seletivo.” EQUIPE ABCJ
28 DE ABRIL: DIA MUNDIAL DA EDUCAÇÃO
Hoje, 28 de abril, é comemorado o Dia Mundial da Educação. A data foi estabelecida há 21 anos por líderes de 164 países durante o Fórum Mundial de Educação, e simboliza o acordo entre essas nações diante do desenvolvimento da educação até 2030. O acordo visava a construção de uma sociedade mais justa através da educação e da participação da família. Em pleno 2021, estamos vivenciando uma reformulação da Educação. Há um ano, o ensino digital à distância entrou na vida de jovens e crianças e nos mostrou que a desigualdade social é um grave obstáculo ao aprendizado, já que muitos não tiveram como se adaptar por falta de equipamentos adequados e de acesso à internet. A educação foi obrigada a se reinventar dentro de um curto espaço de tempo, levando professores a se engajarem de forma célere à realidade do ensino remoto e a contar, quando possível, com a parceria das famílias. A ABCJ buscou se adaptar rapidamente às novidades e atender aos estudantes do Programa Preparando o Futuro de forma hábil para que nenhum deles ficasse prejudicado. E nos solidarizados com as instituições de ensino, professores e alunos diante de tantas adequações e adaptações necessárias para que a Educação continue sempre a ser prioridade. EQUIPE ABCJ
LUTA PELA VIDA APÓS A GUERRA É TEMA DE ATIVIDADE
A ausência completa de leis, regras e instituições parece uma utopia almejada. Mas some-se a tudo isso a ausência de hospitais, água, recursos, alimentos, remédios… Pois esse é o cenário de um local que acabou de passar por um período de guerra. Nessa ausência completa de Estado, a vulnerabilidade impera de tantas formas que fica difícil imaginar como sobreviver. Foi sobre isso que os estudantes do Programa Preparando o Futuro desenvolveram a atividade desta semana. Tendo como base o vídeo da médica Margaret Bourdeaux, que é analista de politicas de saúde global, feito para o Ted Talks em 2015, os alunos tiveram como desafio pensar sobre a situação do pós-guerra em seus aspectos mais cruéis. E produziram textos muito sensatos sobre o tema. A aluna Yasmin enfatizou a preocupação com a saúde, “A parte mais importante de uma nação são as organizações de saúde. Todos são dependentes delas. Quando um país entra em guerra, o inimigo tenta atacar o mais vulnerável: a saúde. Quase não percebemos, mas é ela que está acima de tudo, e nessa área precisamos de pessoas que entendam e que saibam o que estão fazendo. Médicos em quem possamos confiar, que estão nos ajudando, e não tentando nos matar”. A estudante Giovanna Pimentel acredita que todas as gerações devem deixar um legado. “Temos de prezar por mudanças significativas, para cada ser humano no futuro se basear e transformar isso em ciclo infinito. Levo como filosofia de vida a frase de Cora Coralina: ‘Fiz a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores.’. É o que desejo para o futuro das próximas gerações: mudanças positivas em todos os setores essenciais para a vida.” O despertar de cada um para a alegria que é ter tantos recursos disponíveis foi o destaque da aluna Thaíssa. “As instituições de educação têm a função de fazer nós alunos enxergarmos o que é certo e errado, para que possamos tomar decisões boas para nossa vida, além de garantir conhecimento para seus alunos.”. A importância da empatia em momento de extrema vulnerabilidade, como o pós-guerra, foi destacada pela Anna Júlia. “A guerra destrói tudo que há numa sociedade funcionando – hospitais, sistemas alimentares, bancos – deixando de um momento pra outro o lugar vulnerável a tudo, principalmente a doença, fome, pobreza. Mas eu acho incrível a empatia do ser humano, de ir atrás, entender e tentar ajudar como pode, porque nessas situações toda ajuda é bem-vinda.”. O estudante Pedro Fernando destacou a necessidade da ação de instituições desinteressadas em interesses próprios e que se disponham em ajudar. “Depois da guerra, falta o que chamo de ‘assistência assistida’, o que pode levar à ineficiência das medidas tomadas (…) Defendo que, primeiramente, devemos investir para evitar o problema, mas a partir do momento que ele já saiu de controle é aí que devemos redobrar a atenção e supervisionar cada ação e reação. e controlar o que se doa e os objetivos que se pretende atingir com essa ajuda.” O vídeo que serviu de base para as reflexões está disponível em: https://www.ted.com/talks/margaret_bourdeaux_why_civilians_suffer_more_once_a_war_is_over?utm_campaign=tedspread&utm_medium=referral&utm_source=tedcomshare EQUIPE ABCJ
JOVENS REFLETEM SOBRE COOPERAÇÃO E IMAGINAÇÃO
Os estudantes do Programa Preparando o Futuro, mantido pela ABCJ, voltam neste sábado (17) às aulas on-line do Senai. Houve um período de três semanas sem o ensino remoto do Curso de Operador de Logística por uma decisão da própria escola, durante a fase roxa do Plano São Paulo. Mas os alunos continuaram desenvolvendo semanalmente as atividades propostas pela Equipe Técnica. E nesta semana tiveram um interessante desafio: acompanhar um vídeo do historiador e professor israelense Yuval Noah Harari, feito para o Ted Talks em 2015, intitulado “Porque os humanos governam o mundo”. No vídeo, ele faz um resumo histórico da evolução do homem e conclui que a diferença entre o ser humano e os outros animais não está no âmbito individual, mas no coletivo. Segundo ele, somos capazes de criar redes de cooperação sofisticadas e eficientes. E isso acontece porque podemos criar e acreditar em ficções ou em coisas que não estão provadas até aquele momento, e obedecermos às mesmas regras e os mesmos valores. Para muitos dos jovens estudantes, refletir sobre o vídeo foi um grande estímulo. Foram elaborados textos com conteúdo consistente e boa argumentação. Como o da aluna Natália: “Admiro como os seres humanos, ao trabalhar em coletivo, administram muito bem qualquer tarefa, mesmo havendo divergências. (…) Ressalto a fala do palestrante quando diz que a imaginação é a ferramenta essencial para efetuar tarefas. No meu entendimento, isso está muito interligado com a vontade de fazer acontecer e satisfação pessoal.” Outro aluno que também conseguiu extrair conteúdo para aprendizagem pessoal foi o Diogo. “O controle de sua própria imaginação é fundamental, pois é através dela que controlamos nossa vida. Portanto, pratique sua imaginação, leia livros diversos, assista palestras e documentários de diversos assuntos, tenha sua própria imaginação para que não fique dependente da imaginação alheia.” Para a estudante Hana Beatriz, nossa criatividade é uma poderosa ferramenta. “Possuímos um superpoder em nossas mãos, que nada menos é que a imaginação. Com ela, fazemos com que coisas que de fato não existem se tornem reais. Aliás, somos capazes de tornar qualquer coisa real. Para isso, precisamos apenas desfrutar de nossos raciocínios e de alguém que acredite nisso”. Vitor Hugo encontrou no filósofo grego Aristóteles a frase que resume o que sua impressão sobre o vídeo. “Nós só conseguimos controlar o mundo por conseguir nos comunicar uns com os outros, entender nossa realidade e muitas vezes, mudar se necessário. ‘A linguagem permite-nos criar conceitos, nomear os objetos e os seres, e construir um pensamento abstrato, atividades que os nossos companheiros irracionais não podem realizar.’, já nos alertou Aristóteles.” Nossa aluna Giovanna de Fátima Pereira conclui: “Humanos, em contraste aos chimpanzés, usam sua linguagem não apenas para descrever a realidade, mas também para criar novas realidades, realidades fictícias. Só os humanos acreditam nessas histórias, e é por isso que controlamos o mundo, enquanto que chimpanzés estão presos em zoológicos e laboratórios de pesquisa. (…) Humanos vivem em uma realidade dupla. Todos os outros animais vivem em uma realidade objetiva”. EQUIPE ABCJ
ABCJ AMPLIA ENTREGA DE CESTAS BÁSICAS AOS ALUNOS
A Associação Beneficente e Cultural de Jundiaí (ABCJ) está ampliando, neste mês de abril, a distribuição de cestas básicas aos alunos da turma 2021 do Programa Preparando o Futuro. A medida se fez necessária devido aos impactos do Plano Emergencial São Paulo, adotado pelo Governo do Estado de São Paulo – impactando no comércio, indústria e serviços -, o que está afetando o orçamento de muitas famílias, e as de nossos alunos entre elas. Entre os muitos desafios trazidos pelo ano de 2020, havia a preocupação com o bem-estar dos alunos do Preparando o Futuro e suas famílias. Com a necessidades de afastamento social e a proibição de funcionamento presencial de algumas atividades, várias famílias foram afeadas pela falta de recursos financeiros. Naquela ocasião, dos alunos questionados a respeito dos efeitos econômicos da pandemia, cerca de 40% dos estudantes relatou ter necessidade de ajuda. Já dos alunos deste ano, 65% aceitaram a ajuda das cestas básicas em abril. “A Equipe Técnica tem ficado atenta à realidade dos alunos. São jovens de famílias que têm renda mensal até três salários mínimos e nesse momento de fase roxa, fase vermelha, muitas pessoas tiveram diminuição de renda. As aulas não estão sendo presenciais, então as despesas que teríamos com o transporte e a alimentação dos estudantes não estão acontecendo. Resolvemos direcionar esses recursos para a compra das cestas básicas e ajudar nossos estudantes nesse momento”, explica o presidente da ABCJ, Miguel Arcanjo Mazzola. A entrega de cestas de alimentos é uma das frentes de trabalho da ABCJ desde sua fundação. Mas ela vinha acontecendo esporadicamente, de acordo com a procura, uma vez que é grande número de iniciativas sociais e governamentais para assistir à população de Jundiaí e região nessa necessidade. A nova realidade gerada pela pandemia, porém, tem alertado a diretoria da ABCJ, que sempre busca ajudar a complementar o quadro de assistência alimentar à população. Por isso, além dos alunos, outras famílias com necessidades também foram atendidas nesse momento. EQUIPE ABCJ
EQUILÍBRIO ENTRE CORAGEM E MEDO LEVA À REALIZAÇÃO DOS SONHOS
Muito já se falou sobre a coragem, principalmente quando se propaga o ideal de que é necessário ter sucesso em tudo para ser alguém feliz. Mas o que dizer que daqueles que, com excesso de iniciativa, perderam suas vidas por não terem medo de nada? A palestra proposta para os alunos do Programa Educativo Preparando o Futuro nesta semana teve como tema “O belo equilíbrio entre coragem e medo”, da ativista de direitos humanos e deficiência, Cara E. Yar Khan. Nascida na Índia e criada no Canadá, fez mestrado em políticas públicas e morou em diversos países, trabalhando nas Nações Unidas. Aos 30 anos, ela foi diagnosticada com uma doença rara de perda de massa muscular, o que nunca a impediu de continuar buscando seus sonhos e atuar na Unicef. Nesse vídeo, ela conta um pouco sobre como aprendeu a importância do equilíbrio entre coragem e medo. Os alunos da turma 2021 mostraram-se bastante tocados pelo tema e pela garra da palestrante. O estudante Alberto destacou que há momento em que é impossível não sentir medo: “Ter coragem é superar esse medo, é saber aceitar que o perigo existe e mesmo assim acreditar em si e correr atrás daquilo que te motiva. É como nos ensinou Nelson Mandela:’ “a coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele’”, destacou. A estudante Júlia ressaltou a importância de não nos deixarmos nos convencer pelas pessoas de que não somos habilidosos o suficiente: “A verdade é que as pessoas com qualquer tipo de deficiência são vistas pela sociedade como incapazes de fazer as coisas, só porque sofrem com alguma coisa são vistas como “inúteis”, mas muitas vezes essas pessoas fazem mais diferença na sociedade do que qualquer outra.” Já o aluno Diogo destacou a importância de tentar sempre manter a dose certa de cada coisa em nossa vida. “ O equilíbrio entre as emoções é muito importante. Penso que, se soubermos trabalhar com elas, o medo pode ser algo positivo. Ele pode nos ajudar a não perder o controle e a não passar do limite do que devemos ou não fazer. A coragem nos ajuda a ir além, ela é bem importante para corrermos atrás dos nossos sonhos.” “Devemos adaptar o desejo à realidade para que nossas habilidades se equilibrem com o medo e as dificuldades. Desta forma, é possível fazer um ótimo progresso na nossa jornada para aquilo que almejamos, pois a parte mais difícil de se buscar o novo é justamente isso: começar e adaptar”, defende o estudante Pedro. A aluna Luana, resumiu a vídeo no pensamento: “Quando o medo tentar nos parar, através das barreiras, e as limitações que a vida ou outras pessoas nos impõem, devemos ter coragem para dar o primeiro passo, mesmo que com lentidão. Mas ter a convicção que, ao final, o plano ou o sonho, será concretizado com sucesso!!” Equipe ABCJ