Os jovens que integram a turma 2021 do Programa Preparando o Futuro têm, semanalmente, a oportunidade de pensarem sobre temas importantes para seu crescimento pessoal e profissional. Assuntos que, muitas vezes, passam despercebidos, mas que são de muita importância para nos tornarmos pessoas melhores em todos os sentidos. No sábado (26), o tema foi “Acima da Expectativa”. Numa palestra instigante, em que foi possível para cada aluno pensar sobre as experiências pessoais que já têm sobre a frustração, o cirurgião dentista José Luís Santos Ferreira, que tem diversas especializações em odontologia estética moderna e é um colaborador do ‘Adote um Aluno’, dedicou-se a abordar o tema de forma prática. Oferecendo aos estudantes uma visão diferente sobre como não se decepcionar ou causar frustração em outros, orientou os estudantes a aproveitarem oportunidades e almejarem o sucesso tendo como base: agradecer, agir e orar. A aluna Hana comentou que a expectativa nunca deve ser maior que a nossa realidade, mas que ambas devem crescer proporcionalmente. “É importante ter em mente que, por mais esforçados e dedicados que sejamos, podemos não obter o resultado desejado. O que devemos tirar disso? Afinal, a expectativa atua de forma positiva, ou negativa em nossas vidas? Devemos criá-las ou não? Tudo depende da forma em que usamos, da maneira que vemos e também de nosso raciocínio.” Já a jovem Larissa Bueno foi categórica: “Onde houver expectativa haverá decepções e devemos aprender a lidar com elas, pois na vida nem tudo vai ser como queremos ou esperamos. Não que não possamos ter expectativa, mas precisamos estar preparado para o pior e ter sempre o pé no chão. Quanto mais alta expectativa, maior pode ser a queda. Expectativas exageradas causam mais do que frustração. Trazem insegurança e dor”, avalia. O estudante Vitor Hugo frisou: “Devemos entender que a expectativa depende do nosso ponto de vista, e cada um tem o seu. Existe também a expectativa positiva, onde o resultado é melhor do que o esperado, e a expectativa negativa, que é pior do que o esperado. Já a decepção é o resultado de falsas expectativas, tanto nos outros como em nós mesmos.” “Devemos usar nossas expectativas para algo bom, que possa nos dar incentivo para que o que estamos planejando ou querendo venha da maneira certa e tenha o desempenho correto. Que seja uma força para fazermos o correto e não nos desanimar”, acredita a aluna Yasmin. Para o estudante Luan, o problema da expectativa é se acomodar. “O trabalho chato que você tem é o sonho de quem está desempregado. A casa pequena, o sonho de quem está sem teto. Seu pouco dinheiro, o sonho de quem está devendo. Suas conquistas, o sonho de quem está na luta para conquistar algo. Mesmo nas dificuldades, ore, agradeça. Sempre tem alguém passando por momentos piores. Tente expandir seus hábitos, seu cérebro para coisas novas, para algo que fortaleça seus conhecimentos. Aprimore-se, reinvente-se, supere-se. Você é o único que pode mudar isso!” #doeparaofuturo EQUIPE ABCJ
ABCJ realiza entrega de lâmpadas de led a alunos
Estudantes que integram a turma 2021 do Programa Sócio Educativo Preparando o Futuro, da ABCJ, receberam no sábado (26) os kits de lâmpadas de led que foram entregues à entidade pela CPFL Piratininga. A ABCJ foi uma das 10 entidades cadastradas no Fundo Social de Solidariedade do município que receberam a doação. O objetivo é que famílias em situação de maior vulnerabilidade sejam beneficiadas com a iluminação mais econômica. Foram recebidos 15 kits e para que a distribuição acontecesse, a Equipe Técnica da ABCJ avaliou a situação econômica das famílias dos estudantes, levando em consideração a renda declarada e também a composição desses núcleos familiares, já que no total a turma é composta por 32 alunos, oriundos de famílias de baixa renda, que fazem o curso de qualificação profissional de ‘Operador de Logística’, no Senai – Jundiaí. De acordo com o presidente da ABCJ, Miguel Mazzola, a diretoria executiva busca sempre oferecer condições para que o aluno se sinta estimulado a participar das aulas e investir num futuro melhor, através da educação. “O Preparando o Futuro seleciona anualmente 32 alunos do Ensino Médio para que durante um ano recebam essa formação, mas também que sejam acolhidos em todos os aspectos. Oferecemos o transporte e a alimentação para que eles cheguem até o Senai e saiam das aulas já alimentados. Além disso, buscamos sempre ofertar benefícios como cestas básicas e essas doações que chegam à entidade”, frisa. A ABCJ inicia no mês de setembro o Processo Seletivo para os estudantes que estejam, em 2021, cursando o segundo ou terceiro ano do Ensino Médio. As inscrições, matrícula e todo o curso são gratuitos e o aluno que mais se destaca durante todo o ano do curso de Operador de Logística ainda pode ser beneficiado com uma bolsa de estudos para o Ensino Superior, em curso que tenha correlação com Logística. Conheça mais em www.abcj.com.br #doeparaofuturo EQUIPE ABCJ
Estudantes convidados a fazerem um mundo melhor em 2030
“Como tornar o mundo melhor em 2030” é o tema da palestra que foi apresentada no sábado (19) aos estudantes do curso de Operador de Logística que integram a turma 2021 do Programa Preparando o Futuro da ABCJ. Realizada pelo engenheiro agrônomo e colaborador da ABCJ, Dalmo Caresato, a palestra procurou mostrar os impactos da proporção de terra ocupada pela produção agrícola no Brasil e no Mundo e a preocupação com a preservação ambiental. Mais do que apresentar números, Caresato convidou os alunos a pensarem sobre os dados e os cuidados que se deve ter com as informações e o uso que se faz delas. Também mostrou a importância de se pensar no coletivo e na sustentabilidade, orientando sobre o consumo consciente. O estudante Alberto extraiu como essência do aprendizado a preocupação com o outro “Com o meio ambiente sendo cuidado, poderemos plantar e produzir mais alimentos para que todas as pessoas do mundo tenham o suficiente para comer. Mas só isso não basta! Também temos que melhorar a sociedade através de contribuições e atitudes individuais, para sempre fazermos o bem maior pelo planeta e procurando ajudar o próximo, pois milhares de pessoas precisam de ajuda.” O aluno Pedro frisou que é importante pensar nas atitudes individuais que refletem no coletivo. “Se cada um fizer a sua parte, não só a nossa vida como também o mundo se torna melhor, e para isso não precisamos de grandes atos e sim pequenos, como por exemplo, doar e ajudar outra pessoa com algum bem próprio (bem material) ou sentimental, como um apoio emocional, doar sangue ou órgãos, ou seja, ter mais empatia pelas pessoas e pelo mundo.” “Acredito que para termos um mundo melhor, não só em 2030 mas em todos os próximos anos, precisamos ‘arrumar’ o maior problema do planeta: nós mesmos. Na minha lógica, a maior parte das coisas ruins causadas ao meio ambiente são as próprias pessoas. Com conscientização da população, conseguiríamos um planeta mais saudável. Sem a mãe natureza bem, não teremos uma boa vida”, avaliou a aluna Ellie. Para Ana Caroline, a evolução deve ser holística. “Temos que evoluir, mas sem destruir a natureza. O desenvolvimento do país e das indústrias deve visar principalmente a igualdade entre todos, fazendo com que o mundo mude como um todo e sempre para melhor.” O jovem Marcus Vinícius alertou para o cuidado que cada um deve ter com o que cultiva e com quais objetivos. “Claro que a fome mundial não se resolve só com bondade, mas com a vasta agricultura que temos, a fome mundial pode, sim, ser extinta em um futuro próximo, eliminando um grande peso para todos. Enfim, faça o bem, pois o que plantas hoje tu colhes no futuro, gerando uma farta e saborosa colheita.” EQUIPE ABCJ #doeparaofuturo
ABCJ é tema de projeto de extensão na UniAnchieta e ganha mascote
Estudantes dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Gráfico e Gestão de Negócios e Inovação da UniAnchieta criaram projeto, que foi escolhido como o melhor A Associação Beneficente e Cultural de Jundiaí (ABCJ) e a UniAnchieta mantém uma parceria de vários anos. Mas em 2021 esses laços se estreitaram ainda mais, através da iniciativa de 11 jovens universitários dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Gráfico e Gestão de Negócios e Inovação que escolheram a entidade como tema do Projeto de Extensão desenvolvido ao longo do primeiro semestre. Orientados pela professora Verena Pereira e sob coordenação do professor Antônio Carlos Valini, foram 14 os grupos que propuseram soluções inovadoras de gestão, design e comunicação para empresas de Jundiaí e região, mas durante a apresentação dos projetos no sábado (19), o projeto escolhido como o melhor foi justamente o que usou o case ABCJ. Segundo o presidente da instituição, Miguel Arcanjo Mazzola, alguns estudantes já conheciam a entidade. “Eles nos procuraram e questionaram sobre a possibilidade de desenvolverem o projeto para a ABCJ. Fizemos uma reunião virtual entre os universitários e a Equipe Técnica e percebemos que poderia ser uma via de mão dupla: eles nos ajudariam a melhorar nossa gestão em diversos aspectos e a ABCJ os ajudaria confiando no trabalho deles”. Participaram dos contatos com os estudantes o coordenador Adilson Zanotello, a psicóloga Kátia Soares, a comunicadora Roberta Dutra Marquesini e o colaborador Agostinho Raponi, que compõem a Equipe Técnica da ABCJ. “Foi muito importante esse contato com toda a equipe porque os universitários perceberam que nosso trabalho é sério, voltado à formação do jovem de baixa renda, e sentiram o quanto todos nós trabalhamos com amor”, frisa Mazzola. O grupo que trabalhou com o tema ABCJ foi formado pelos jovens Adrielle Molena, Gustavo Mendes, Viviane Araujo, Luciano Rodrigues, Petrya Cassemiro, João Marcos Chrispim, Kathleen Rizzieri, Iury Secchin, Anderson Ferreira, Larissa Vieira e João Torelli. A cada um coube uma parte específica do trabalho, que antes mesmo de ser mostrado na UniAnchieta foi apresentado para a ABCJ. “Foi exatamente como se nós tivéssemos contratado o grupo como uma agência profissional para desenvolverem essas ideias para a ABCJ. E ficamos bastante impressionados com o resultado”, complementa Mazzola. Jotinha Desde a paleta de cores a ser usada no material de divulgação da ABCJ, até o logotipo, rebranding, indicação de campanhas de arrecadação de recursos, ideias para o site, tudo foi feito com muito carinho e profissionalismo pelos alunos. A ABCJ ganhou até mesmo um mascote: é o Jotinha, que foi baseado num boneco confeccionado em crochê, pela técnica ‘amigurumi’, e que foi presenteado pela artesã Rosana Iapichini de Camargo à entidade. Com muita habilidade e profissionalismo, o mascote foi desenhado pelo estudante Luciano Rodrigues e já está no novo site da ABCJ, que entra no ar em breve. Ele será o que em comunicação de chama “brand persona” da ABCJ: um personagem com a cara da entidade e do público atendido. O Jotinha passará a ser o meio através do qual a ABCJ deverá manter um contato mais próximo com os atuais e com os futuros alunos do Programa Preparando o Futuro. A ABCJ é uma entidade beneficente e filantrópica, criada por um grupo de amigos, e existe há 17 anos em Jundiaí. Além de inciativas como o Natal Solidário, Campanha de Inverno e distribuição de cestas básicas, o principal programa desenvolvido é o Preparando o Futuro, que consiste em ofertar anualmente um curso de Qualificação Profissional em Logística no Senai, para jovens de famílias de baixa renda da região, e que estejam concluindo ou já concluíram o Ensino Médio. Mais do que a formação, é ofertado também acompanhamento social e psicológico, além de palestras instrutivas que visam a formação social e cultural desses jovens. Anualmente, um dos alunos é escolhido por seu talento e dedicação para receber uma bolsa de estudos na UniAnchieta. Para a turma de 2022, as inscrições começam em setembro. Mais informações no site www.abcj.com.br. EQUIPE ABCJ
Educação financeira apresentada aos alunos ABCJ
Muita gente tem sonhos de consumo grandiosos, como ter uma casa própria, um carro ou fazer uma viagem para um lugar específico. Ou mesmo poder pagar uma boa faculdade ou uma especialização. Poucos, porém, conseguem se programar financeiramente para concretizar esse sonho. E muitas vezes não é porque não recebam vencimentos suficientes, mas porque não conseguem planejar e organizar as finanças de modo que esse objetivo seja alcançado. Foi pensando em ajudar os alunos do Programa Preparando o Futuro a se planejarem para atingir suas metas que a ABCJ convidou a economista e especialista em finanças pessoais, Gislaine Tonetti Martini, para fazer a palestra sobre Planejamento Financeiro no sábado (12). E o resultado não poderia ser mais prazerosos do que ver nos olhos dos adolescentes o brilho de quem quer aprender. Ou como resumiu o aluno Pedro ao entregar o certificado à especialista: “Mais do que planejamento financeiro, ensinou a planejamento de sonhos”. Durante a semana os jovens elaboraram interessantes textos a respeito do assunto. A aluna Thaíssa Galdina destacou: “O dinheiro tem bastante relação com os sonhos, pois muitas vezes deixamos de realizá-los por falta do dinheiro. Porém, não devemos desistir e sim tentar achar uma solução para gerenciar nossa vida financeira. Somos capazes de sonhar, de imaginar e criar coisas em nossas cabeças. Da mesma forma, somos capazes de fazer isso se tornar realidade.” A jovem Natália já havia participado de algumas aulas sobre finanças pessoais. “Gosto muito de deixar as coisas sob controle e pensar em reservas. Acredito que para manusear dinheiro é preciso ter controle emocional. Às vezes, posso estar longe dos meus sonhos quando me saboto por preguiça e falta de responsabilidade, mas sempre me lembro do que minha professora dizia: ‘faça um boleto e pague a si mesmo todo o mês e crie este hábito’, relembra. Para o estudante Luan, vale a pena adaptar sua realidade para conseguir conquistar aquela que se quer almeja. “Hoje minha realidade é estudar muito, fazer meus cursos e trabalhar para que lá na frente eu possa ter uma vida financeira boa, uma família incrível, e que eu possa mostrar a meus filhos tudo que meu pai não me mostrou: encarar as circunstâncias da vida de frente, ter responsabilidade e ser homem de verdade, planejar, criar e sustentar minha família. Farei tudo pra isso se realizar, e vai! Quando chegar esse dia, irei olhar para trás e dizer: eu consegui!” Para a aluna Hana, a palestrante deixou ensinos importantes. “Foram pontos essenciais como o que é dinheiro, quais são nossos sonhos, e o que nos impede de alcançá-los, além de alguns exemplos de fluxo de caixa e investimentos. Para mim ficou a conclusão de que é necessário todo um planejamento e entendimento financeiro para alcançarmos nossos objetivos. De nada adianta ter dinheiro e não fazer com que nossos desejos se concretizem. É necessário trabalhar para viver, não viver para trabalhar.” “É essencial organizar e planejar no que investir o nosso dinheiro, para termos uma noção melhor sobre onde estamos gastando e ter a certeza que será possível realizar o que queremos, como uma viagem ou uma faculdade. Porém, para isso precisamos ter paciência. O ideal é que cuidemos do nosso dinheiro agora para futuramente ele cuidar de nós, mas não devemos ficar presos, deixar de fazer ou realizar sonhos por conta do dinheiro. Cuide com sabedoria”, ensina a jovem Carla. EQUIPE ABCJ
Contra o preconceito e estereótipos: conhecimento
Quase ninguém admite que tem algum tipo de preconceito. Mas quando nos deparamos com aquilo que imaginamos serem verdades inquestionáveis, a tendência é resumirmos uma situação, pessoa, lugar ou condição com uma palavra única. Saber questionar se essa ‘verdade’ que conhecemos se sustenta é o princípio para termos o real conhecimento. A proposta de filosofar sobre isso foi feita aos alunos do Programa Preparando o Futuro nesta semana, através da palestra da escritora Chimamanda Ngozi Adichie feita para o TedTaks, com o sugestivo título “O perigo de uma história única”. No sábado (03) os estudantes não tiveram aula presencial, mas aproveitaram o vídeo para fazerem importantes reflexões sobre preconceitos e estereótipos, pois nessa palestra ela aborda vários aspectos de como formamos concepções de ‘verdades’ que não condizem com a realidade. E exemplifica com sua própria experiência de vida, uma vez que ela nasceu na Nigéria e estudou nos Estados Unidos, passando por várias experiências em que as pessoas não percebiam como estavam sendo preconceituosas com relação à sua origem, por ignorância sobre a realidade de seu país de origem. O estudante Matheus Vinícius destacou o poder que uma história simples pode ter ao fazer as pessoas acreditarem nela. “O importante é conhecer todos os lados da moeda antes de fazermos julgamentos ou tirarmos conclusões de qualquer coisa. Como tudo na vida, sempre existe mais do que apenas uma história sobre a mesma coisa de pontos de vista diferentes e precisamos saber mais de um para que tenhamos base em nossos argumentos.” O aluno Pedro Fernando frisou o estereótipo como algo muito presente nos dias. “Devido à repetição de uma mesma história muitas vezes sem nem mesmo tirar suas próprias conclusões, a população de um local erroneamente é levada a pensar algo sobre a de outro local, seja este pensamento bom ou ruim. Isto é visto com frequência em todos os lugares, como no Brasil, onde muitos estrangeiros acham que a população só quer saber de samba o ano todo, gosta de futebol e ri o tempo todo…” Para o jovem Higor, quando criamos estereótipos podemos subjugar a capacidade de alguém e nos surpreender. “Lições de vida vivenciadas podem inspirar ou até mesmo alertar o outro. É disso que se trata o tema principal da palestra: uma única história não é o suficiente. Mas muitas experiências adquiridas, isso sim, é a arma para lidarmos com problemas. Afinal, a experiência é a melhor professora da vida.” A estudante Eduarda fez uma análise crítica dos preconceitos, inclusive religiosos, que acabam contradizendo o que as próprias religiões pregam. “É preciso sair da bolha que estamos condicionados a estar e exercer o pensamento crítico. Essa é a chave para vermos que existem mais lados de uma verdade que precisamos conhecer antes de acreditar em algo. Conhecimento é a nossa arma mais forte para transformamos nosso mundo em um lugar melhor”, avalia. O jovem Alberto explica que histórias isoladas se originam de mal-entendidos ou da falta de conhecimento. “As histórias são importantes. E elas podem nos fazer acreditar em algo totalmente mentiroso. Mas histórias podem também ser usadas para capacitar e humanizar, e nos trazer uma criatividade e curiosidade para aprender. Histórias podem destruir a dignidade e o juízo das pessoas, mas também podem reparar essa dignidade e juízo perdidos.” EQUIPE ABCJ
ABCJ se despede de Reginaldo José Palmerin
A família ABCJ se despede hoje de um importante integrante: Reginaldo José Palmerin foi mais do que um colaborador! Ele esteve presente na fundação da ABCJ e em cada passo que a Associação deu nesses 16 anos de existência. Foi presidente, esteve sempre integrando a diretoria e nunca mediu esforços para que cada evento realizado para angariar recursos fosse um grande sucesso, organizando a equipe de trabalho e coordenando de perto cada etapa. Mais do que ‘fazer parte’, ele sempre esteve presente e disposto a ajudar a todas as pessoas que precisaram de auxilio pessoal, social e assistencial. Estamos todos consternados com esse momento, mas seremos sempre eternamente gratos a Palmerin e toda sua família que sempre esteve unida no trabalho social. Desejamos muita força aos familiares queridos, aos amigos e a todos que o conheceram. Que o Grande Arquiteto do Universo o receba e possa auxiliá-lo nessa passagem. EQUIPE ABCJ
‘Os empregos do futuro não serão como um trabalho’ em discussão
Os estudantes do Programa Preparando o Futuro foram convidados no sábado (29) a um exercício de imaginar o futuro. Mas não simplesmente planejar sonhos, e sim projetar como a tecnologia e os avanços do conhecimento devem mudar as formas de trabalho. O palestrante foi o matemático, estatístico, consultor e colaborador da Equipe Técnica da ABCJ, Agostinho Hugo Raponi, que fez uma breve histórico sobre a evolução da indústria, as profissões extintas e os empregos do futuro, sob o tema ‘Porque os empregos do futuro não serão como trabalho’. Ele conseguiu atrair a atenção dos jovens, que durante a semana elaboraram complexos textos sobre o que meditaram a respeito do tema. A preocupação com a extinção de empregos foi uma constante nas reflexões, mas eles consideram que a adaptação às novas realidades depende de cada um e do esforço que devem fazer para manterem-se atualizados e necessários. Frisaram também as habilidades inerentes ao ser humano, que nenhuma máquina poderá substituir, como criatividade, talento e empatia. O estudante Pedro Fernando foi um dos que elaborou um texto bem coerente. “A palestra nos apresentou a segunda face do avanço da tecnologia: a extinção de vários tipos de emprego, afetando assim a forma de se preparar para o mercado de trabalho onde cada vez mais as máquinas conseguem substituir com perfeição o ser humano. Os trabalhadores em geral muitas vezes não conseguem acompanhar os avanços (…), muitos o ignoram e continuam tentando trabalhar como antes. Devemos estudar e ficarmos atentos ao avanço da tecnologia para conseguir nos manter no mercado de trabalho.” Para a jovem Natália, o próprio título da palestra já merece uma reflexão. “Quando diz que no futuro os empregos não serão como trabalho eu encaro como uma forma de vida mais tranquila, sem muitos danos à saúde. A tecnologia não substitui competências que seres humanos possuem, mas é uma peça fundamental para melhor execução. Encarar o conhecimento como algo bom facilita o querer aprender. A Inteligência Artificial não possui criatividade entre outras coisas que o ser humano tem. Por enquanto! Pois tem pessoas trabalhando para evoluir máquinas cada vez mais produtivas em amplo sentido.” O aluno Luan também frisou que não podemos fechar os olhos para os benefícios que o avanço da tecnologia nos trouxe. “O conhecimento está cada vez mais acessível, e a evolução e avanço geram mais evolução. Temos a oportunidade de, nas próximas décadas, dar grandes passos para enfrentar os grandes desafios da humanidade, por tudo que a tecnologia vem a nos oferecer. Imagino como seria o mundo se essas doenças que estão aparecendo nesses últimos anos tivessem surgido em anos onde a tecnologia não era avançada como hoje em dia.” “Claramente, os serviços braçais são os mais concorridos e com mais pessoas executando, mas os eletrônicos são capazes de fazer o mesmo, ou até mais, Porém, há um esforço que apenas os seres humanos conseguem fazer que é o de pensar, ter novas ideias e consequentemente inovações. Ainda não há nada que possa substituir essa nossa capacidade e por isso devemos explorá-la, pois com ela somos capazes de alcançar novos horizontes”, acredita a estudante Hana. Para a Ana Luiza, é preciso focar no que faz de cada um alguém único. “Não basta apenas sua faculdade e sua experiência, e sim suas habilidades, personalidade e interesses. A flexibilidade de ter um profissional que tem vários conhecimentos está sendo cada vez mais procurada pelas empresas por sua praticidade e dinamismo. Agora a cultura é outra, tarefas contínuas são coisa do passado, por isso o estudo de várias áreas é muito importante, e o exercício da criatividade tem que ser o mais importante. Criar e inovar são as principais qualidades para o novo mundo.”
ABCJ recebe kits de lâmpadas e entregará a famílias de alunos
Associação foi uma das instituições beneficiadas com a entrega realizada pelo Fundo Social de Solidariedade (FUNSS) e CPFL. Lâmpadas de led representam economia de até 85%. A Associação Beneficente e Cultural de Jundiaí (ABCJ) foi uma das dez entidades que receberam, nesta terça-feira (01), os kits de lâmpadas de led entregues pelo Fundo Social de Solidariedade (FUNSS) e CPFL Energia. O objetivo é que esses kits cheguem às famílias mais carentes pois as lâmpadas de led representam uma redução de até 85% do gasto de energia com iluminação, se comparadas às lâmpadas comuns. O presidente da ABCJ, Miguel Arcanjo Mazzola, representou a Associação durante o evento de assinatura de contrato e entrega dos materiais, e garantiu que a prioridade é entregar os kits de lâmpadas para as famílias dos adolescentes atendidos pelo Programa Preparando o Futuro. “São 32 os jovens que estão na turma 2021, oriundos de famílias com renda até três salários mínimos. Faremos uma seleção com base nos critérios da proposta da CPFL, priorizando os que mais necessitam”, explicou. A ABCJ recebeu um total de 15 kits, contendo quatro lâmpadas cada um. Mazzola destacou a importância da parceria com o Fundo Social de Solidariedade nesse momento. “Com a pandemia, o número de famílias em situação de extrema vulnerabilidade aumentou muito. Além de atender nossos alunos, temos uma preocupação social inquietante e sempre chegam novos casos de famílias que estão precisando de ajuda. Felizmente, estamos conseguindo atender nesse momento a essas pessoas com os alimentos e cobertores que foram disponibilizados. E esse projeto das lâmpadas também vai ajudar muita gente”, frisa. EQUIPE ABCJ
Covid-19: atitudes individuais e coletivas podem mudar a história
Na semana em que o número de mortos pela Covid-19 no Brasil ultrapassou a espantosa marca dos 450 mil, os jovens integrantes da turma 2021 do Programa Preparando o Futuro da ABCJ assistiram a uma instigante palestra com o médico Mario de Divitiis. Especializado em cardiologia mas exímio conhecedor da realidade dos hospitais de Jundiai, o especialista compareceu presencialmente à aula semanal no sábado (22) para um bate-papo onde, mais do que mostrar conhecimento técnico, levou todos a refletirem sobre sua participação pessoal na situação do planeta. De forma simples, convidou os jovens a pensarem sobre seus comportamentos e cuidados contra a propagação do vírus. Mas não deixou de abordar a necessidade de divulgação de informações verídicas e comprovadas sobre o tema, os cuidados com os aspectos psicológicos afetados pelas mudanças e também como as atitudes e pensamentos positivos podem ajudar a aumentar a melhorar a imunidade. Falando sobre sua própria experiência nos hospitais, deu ótimos exemplos sobre como a atitude individual é capaz de tornar melhor o dia de pacientes, familiares e funcionários. O aluno Pedro Fernando ficou bastante impressionado com o alerta sobre as fake news. “Mais que a doença, o que mais me preocupa é a forte divulgação de notícias falsas e a politização da doença, onde ‘achismos’ e interesses políticos são, infelizmente, maiores até que a própria ciência. Quem sofre as consequências de tais erros é a população, que em sua gigantesca maioria quer sim remédios e tratamentos, porém, com respaldo técnico e científico. “ Instigada pela palestra, a aluna Luana fez uma pesquisa no Portal da Transparência do Governo Federal para checar os gastos no enfretamento do Coronavírus. “Em 2020, o Brasil destinou R$ 524,02 bilhões (15.85% dos gastos públicos). Já no ano de 2021, até agora, foram disponibilizados R$ 29.27 bilhões (1.88% dos gastos públicos). Os números são importantes pois estamos numa democracia. Passaremos por esse estado de calamidade pública, mas a crise humanitária deixa pessoas vulneráveis, e as situações adversas infelizmente colocam a vida em risco. A pandemia evidenciou ainda que falta investimento na infraestrutura hospitalar e na área acadêmica da saúde – disponibilização de mais bolsas através de programas como Enem, Prouni, Fies – pois com mais profissionais na área, mais pessoas poderiam ser atendidas. “ “A pandemia já me tirou diversas coisas, mas jamais deixarei que ela me tire a esperança. Luto contra ela diariamente e busco mantê-la o mais distante possível de mim e da minha família. Seguir os protocolos é mais do que importante, é necessário! Nunca deixei de acreditar em um novo amanhã, e acredito que em meio a uma pandemia, isso seja mais do que necessário. Não se deixe abalar. Lute e resista! Tenho absoluta certeza de que se cada um fizer sua parte, logo estaremos seguros novamente”, ensina a aluna Giovanna Pimentel. A abordagem humanizada que De Divitiis demonstrou com os pacientes em seu dia a dia chamou a atenção do aluno Diogo. “Vejo como uma grande importância um diferencial abordado na palestra: a gentileza. Assim como as empresas cobram um diferencial a mais de seus colaboradores, os hospitais deviam cobrar um diferencial desse tipo. Pensei na diferença que faz quando entro em uma sala para ser atendido e o profissional é educado e atencioso, me sinto mais acolhido e de certa forma, sinto que a cura já começa naquele momento.” A aluna Eduarda abordou os vários aspectos negativos desse período, mas finalizou seu texto de forma otimista. “Acredito que a pandemia tenha um lado bom, pois graças a ela saímos da nossa zona de conforto, nos reinventando cada vez mais: seja no trabalho, no convívio com a família e amigos entre outros. E também nos ensina a valorizar o contato com quem amamos, a falta desse contato nos fez pensar em qual necessário ele é e quando faz falta.” EQUIPE ABCJ