Quase ninguém admite que tem algum tipo de preconceito. Mas quando nos deparamos com aquilo que imaginamos serem verdades inquestionáveis, a tendência é resumirmos uma situação, pessoa, lugar ou condição com uma palavra única. Saber questionar se essa ‘verdade’ que conhecemos se sustenta é o princípio para termos o real conhecimento. A proposta de filosofar sobre isso foi feita aos alunos do Programa Preparando o Futuro nesta semana, através da palestra da escritora Chimamanda Ngozi Adichie feita para o TedTaks, com o sugestivo título “O perigo de uma história única”.

No sábado (03) os estudantes não tiveram aula presencial, mas aproveitaram o vídeo para fazerem importantes reflexões sobre preconceitos e estereótipos, pois nessa palestra ela aborda vários aspectos de como formamos concepções de ‘verdades’ que não condizem com a realidade. E exemplifica com sua própria experiência de vida, uma vez que ela nasceu na Nigéria e estudou nos Estados Unidos, passando por várias experiências em que as pessoas não percebiam como estavam sendo preconceituosas com relação à sua origem, por ignorância sobre a realidade de seu país de origem.

O estudante Matheus Vinícius destacou o poder que uma história simples pode ter ao fazer as pessoas acreditarem nela. “O importante é conhecer todos os lados da moeda antes de fazermos julgamentos ou tirarmos conclusões de qualquer coisa. Como tudo na vida, sempre existe mais do que apenas uma história sobre a mesma coisa de pontos de vista diferentes e precisamos saber mais de um para que tenhamos base em nossos argumentos.”

O aluno Pedro Fernando frisou o estereótipo como algo muito presente nos dias. “Devido à repetição de uma mesma história muitas vezes sem nem mesmo tirar suas próprias conclusões, a população de um local erroneamente é levada a pensar algo sobre a de outro local, seja este pensamento bom ou ruim. Isto é visto com frequência em todos os lugares, como no Brasil, onde muitos estrangeiros acham que a população só quer saber de samba o ano todo, gosta de futebol e ri o tempo todo…”

Para o jovem Higor, quando criamos estereótipos podemos subjugar a capacidade de alguém e nos surpreender. “Lições de vida vivenciadas podem inspirar ou até mesmo alertar o outro. É disso que se trata o tema principal da palestra: uma única história não é o suficiente. Mas muitas experiências adquiridas, isso sim, é a arma para lidarmos com problemas. Afinal, a experiência é a melhor professora da vida.”

A estudante Eduarda fez uma análise crítica dos preconceitos, inclusive religiosos, que acabam contradizendo o que as próprias religiões pregam. “É preciso sair da bolha que estamos condicionados a estar e exercer o pensamento crítico. Essa é a chave para vermos que existem mais lados de uma verdade que precisamos conhecer antes de acreditar em algo. Conhecimento é a nossa arma mais forte para transformamos nosso mundo em um lugar melhor”, avalia.

O jovem Alberto explica que histórias isoladas se originam de mal-entendidos ou da falta de conhecimento. “As histórias são importantes. E elas podem nos fazer acreditar em algo totalmente mentiroso. Mas histórias podem também ser usadas para capacitar e humanizar, e nos trazer uma criatividade e curiosidade para aprender. Histórias podem destruir a dignidade e o juízo das pessoas, mas também podem reparar essa dignidade e juízo perdidos.”

EQUIPE ABCJ

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