Em palestra on-line, direto dos EUA, alunos estudam Logística da Nike

Os alunos da turma 2022 do Projeto Preparando o Futuro, da ABCJ, tiveram uma oportunidade única na manhã do sábado (07). Pela primeira vez, a palestra programada pela Associação foi on-line, diretamente de Minesotta, nos EUA, onde estava a professora de Global Supply Chain da Concordia College, Márcia Scarpin: uma brasileira que nasceu no município de Arapongas (PR) e que hoje é especialista em Logística nos Estados Unidos.

Além de ser uma pessoa muito dedicada, profissional reconhecida e especialista na área em que atua, Márcia também é uma pessoa que gosta de compartilhar suas experiências, e foi o que a motivou a aceitar o convite feito pelo diretor da ABCJ, João Gama, que conheceu Márcia numa das viagens que ela fez de volta ao Brasil. No sábado, a professora trouxe para os alunos da ABCJ o estudo de caso da Nike, a empresa de materiais esportivos conhecida no mundo inteiro e que é um case de sucesso. Mas Márcia também mostrou aos alunos um pouco do que foi seu esforço para chegar onde está e também dividiu um pouco de sua experiência no dia a dia da América do Norte.

Os alunos souberam aproveitar a oportunidade, e puderam fazer algumas perguntas em tempo real à professora. A estudante Luiza Rocha Oliveira se interessou pelos ensinamentos a respeito do compromisso que as empresas têm com a entrega dos produtos. “Pudemos ver o quanto é importante o prazo de entrega. Quando o prazo não é cumprido, a expectativa é frustrada e consequentemente o cliente não compra mais, acaba a confiança. Alguns pontos legais de abordar são que a Logística é 100% organização e estratégia. Vimos que fornecedores são extremamente importantes, e o diferencial da Nike é que a manufatura dela é 100% terceirizada.”

A aluna Maria Eduarda Malagori Amorim elaborou um texto reflexivo sobre a oportunidade. “A indústria é quem produz, mas quem, exatamente, cuida da demanda, do estoque, do transporte e vários outros fatores que levam o produto a chegar em segurança à casa do cliente? Isso tudo é Logística e, quanto mais procuramos saber sobre, mais compreendemos o quão dependentes somos dela, (…) pois mais que um setor dentro de muitos é hoje o carro-chefe estratégico de geração de lucros, pois é ela que determina se na manhã seguinte a empresa vai acordar funcionando ou com as portas fechadas”.

Para a jovem Viviane da Silva Santos, a experiência da palestra foi diferente. “Foram dois momentos. No primeiro, conseguimos visualizar que para conseguirmos dar o primeiro passo, precisamos estudar. O estudo é a base de tudo para se ter um futuro melhor. Esse caminho não é nada fácil, mas é valioso. No segundo momento, vimos que a Logística não é só ligar o ponto A ao ponto B, mas sim a entrega do valor do produtor ao consumidor. E o exemplo da Nike agregou muita informação”.

Já o aluno Arthur Lúcio Amorim ficou impressionado com a terceirização, usando mão de obra de países pobres. “A palestra mostra a estratégia de Logística usada pela Nike, que terceirizando sua produção e investe muito em distribuição e fornecimento. Ela comentou sobre várias estratégias logísticas e o que cada uma tem de vantagem e desvantagem. Chamou minha atenção o fato de que a produção dos produtos da Nike é feita em países de Terceiro Mundo, com um grande histórico de trabalho análogo à escravidão, ou muito mal remunerado. Isso pode ser menos custoso para a empresa, mas é algo muito triste e às vezes é esquecido pelas pessoas”, avaliou.

Para a estudante Larissa Hellen de Oliveira, o exemplo permitiu visualizar o que é aprendido nas aulas. “Através da palestra, consegui entender o que, de fato, é o Supply Chain, que, de forma simples, é o processo desde o pedido do material para a produção, até a entrega do produto ao cliente fina. A Logística nesse processo pode ser dividida em três pontos: Logística de Suplementos, Logística de Produção e Logística da Distribuição. Além disso, consegui perceber o quão avançados na tecnologia estamos, pois quando nossos avós (…) imaginariam que teríamos empresas como a Nike, que não possui manufaturas, apenas nove Centros de Distribuição e o restante só fornecedores terceirizados?”

EQUIPE ABCJ

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