Persuasão é o substantivo usado para o ato de convencer alguém de alguma coisa. É ainda definida como uma estratégia de comunicação que consiste em utilizar recursos emocionais ou simbólicos pra induzir alguém a aceitar uma ideia, uma atitude, ou realizar uma ação. Mas o que vivenciamos na atualidade é uma forma de persuasão diferente: somos nós que escolhemos ou foi o algoritmo que nos fez escolher?

O tema foi trabalhado nesta semana pelos alunos do Programa Sócio Educativo Preparando o Futuro. Eles foram convidados a assistirem à palestra “Como um grupo de empresas de tecnologia controla bilhões de mentes todos os dias”, realizada pelo cientista da computação Tristan Harris, que foi especialista em ética de design do Google. Ele é um dos protagonistas do documentário “O Dilema das Redes”, que ganhou destaque por apresentar a realidade por trás de muitos aplicativos que a grande maioria das pessoas usa diariamente e onde fornece informações pessoais usadas pelos algoritmos dessas empresas.

Por ser um assunto atual e que afeta a vida de todos os que utilizam redes sociais, despertou nos jovens da turma de 2020 uma série de reflexões. O Diogo alertou: “Parafraseando o co-fundador do Facebook: Saverin: ‘Quando não há produto, você é o produto’. Percebe-se, então, a real intenção das mídias sociais: aprisionar os usuários o máximo de tempo possível, para assim fornecer para outras empresas e indivíduos o público perfeito para exibir propagandas. Como os contratualistas do século XVIII definiriam esse fenômeno? ‘Liberdade a venda?’”

A aluna Isabela lembrou: “Pode não parecer, mas esse trabalho das empresas de tecnologia é muito grave para a vida das pessoas. Além de tomar o tempo e atenção, ele afeta as relações sociais, as questões políticas e muitos outros. Para evitar isso é preciso se proteger dessas técnicas de persuasão, lutar pela regularização das ações e fugir de pensamentos e desejos impostos nessa ampla tecnologia.(…) Para a mudança acontecer é necessário agir, focando mais na vida e menos na tela.”

O Luigi destacou: “Para que esse círculo vicioso de atitudes seja rompido, desabilitar as notificações dos celulares, usar com moderação poucas redes sociais e estabelecer horários específicos para interagir virtualmente são decisões simples que fazem com que nos concentremos em nossas metas e relações interpessoais, investindo, assim, o nosso tempo da melhor forma.”

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