O tema escolhido para a atividade desta semana dos alunos do Programa Sócio Educativo Preparando o Futuro foi a inclusão. Mas não a simples inclusão dos que seriam os “diferentes”. Pelo contrário. A ideia proposta pela artista e advogada de Direitos Humanos, Elise Roy, na palestra intitulada “Quando projetamos para deficientes, todos nos beneficiamos” é que os incluídos seriam os que não apresentam deficiência, mas que são beneficiados pelas criações pensadas para os deficientes.

Elise Roy desenvolveu deficiência auditiva ainda muito menina, mas não permitiu que isso a impedisse de se dedicar à carreira de advogada, ao hobby na marcenaria e nem à prática esportiva. Descobriu, na verdade, que os deficientes desenvolvem outras habilidades para compensar aquela limitação e que as ferramentas criadas especificamente para os portadores de deficiência mostram-se facilitadores para todos.

Nossos alunos ficaram bastante sensibilizados pela garra das pessoas que usam a deficiência como estímulo para inovar, criar e ajudar outras pessoas. A palavra “empatia” foi a mais destacada nos ricos textos que enviaram para a Equipe Técnica.

“Um ponto importante é o estereótipo quebrado. Normalmente, muitos julgam os deficientes com uma capacidade cognitiva menor, e (…) isso não é verídico”, lembrou a aluna Yohanna.

A Vitória Melo também chamou a atenção para o fato de tratarmos o portador de deficiência como alguém muito diferente. “Essas pessoas adquirem, com o tempo, habilidades incríveis que nós não temos. Devemos trabalhar mais na inclusão dessas pessoas nos nossos ambientes sociais, tratá-las como pessoas e não um bichinho indefeso.”

A Emily fez um questionamento importante para todos: “Segundo Darwin, ‘não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças’. Para que isso aconteça não é necessariamente a pessoa que porta alguma deficiência alvo exclusivo da reflexão e sim todo o coletivo. O que te impede de se adaptar ao mundo da inclusão?”

EQUIPE ABCJ

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