Os jovens que fazem parte da turma 2022 do Projeto Preparando o Futuro, da ABCJ, tiveram na manhã do dia 2 de abril uma oportunidade única de muito aprendizado. Eles estiveram em visita técnica à planta 6 da empresa Astra, localizada no Jardim Planalto, em Jundiaí. Mais do que uma simples visita, os estudantes puderam ver ‘in loco’ muito do que aprendem na sala de aula do curso de Operador de Logística do Senai, e ainda presenciaram como é o trabalho nessa grande empresa. A ABCJ se encarregou do transporte dos alunos até o local e lá eles foram recepcionados pelo Gerente de Recursos Humanos, João Storrari, que há anos colabora com a ABCJ. Ele fez uma explanação sobre “O perfil do jovem que a Astra contrata” e deixou muito claro que o que leva uma empresa daquele porte contratar uma pessoa em início de carreira é o potencial que ela apresenta. E ofereceu dicas sobre Conhecimento, Habilidades e Atitudes (CHA), destacando que qualquer pessoa pode ser dispensada por seu comportamento. Depois dessa palestra cheia de dicas importantes para os jovens, o grupo ainda assistiu a uma minuciosa explicação a respeito de todo o funcionamento da parte de Logística da Astra. Apresentado pelo encarregado de Armazém da Astra, Jonas Oliveira, o funcionamento de cada pequena parte do processo de distribuição das mercadorias foi detalhado pelo especialista que tem mais de 30 anos de experiência dentro da Astra. Os estudantes viram a importância de se conhecer as diferentes etiquetas que os produtos recebem para facilitar o acesso e a localização dos itens. Os alunos puderam tirar dúvidas, conhecer os detalhes do armazenamento e do processo diretamente dentro do Centro de Distribuição, verificando pessoalmente o processo, capaz de encantar e chamar a atenção até dos mais leigos. A Astra recentemente passou a contar com colaboradoras do sexo feminino no trabalho de distribuição dos produtos e isso também mereceu destaque por parte dos dois profissionais da empresa, como sendo algo que vem se mostrando bastante eficiente. São hoje três as jovens que fazem parte desse time. Para os alunos da ABCJ, a oportunidade foi única. “Foi fascinante ver de perto a teoria que o professor ensina, na prática. Acredito que a organização é a chave da logística, e ver como a Astra é tão bem organizada foi surreal. Sobre o jovem no mercado de trabalho, acredito que seja uma construção. Sem saber fazer, nós não desenvolvemos a habilidade, e sem querer fazer nós não desenvolvemos nem conhecimento”, descreveu a aluna Luiza Rocha Oliveira. O jovem Vinícius Leonardo da Silva Garcia frisou a importância das orientações passadas por Storrari. “Pude compreender que é tido como um diferencial interessante a essas instituições os candidatos que apresentem uma boa desenvoltura, e acima de tudo o ‘CHA’, conceito da administração que tem sua base em: Conhecimentos, habilidades e atitudes. Em outras palavras, pode-se dizer: o saber, o saber fazer e o mais importante, o querer fazer.” A estudante Sícile Thalita de Oliveira Matos também prestou atenção às dicas sobre o comportamento que as empresas buscam. “A linguagem corporal e verbal, a forma da mão pousada, a respiração ofegante, o bater de pernas, os olhos desviados e o nervosismo no teste são pontos observados e levados em conta. Sua graduação em Harvard vira poeira se você não souber como se portar e mostrar por que razão foi até aquela entrevista.”, avalia. “A entrada no mercado de trabalho pode ser uma tarefa desafiadora, principalmente para jovens. Mas ao contrário do que muitos pensam, não são somente as hard skills que importam na hora da contratação. As empresas também avaliam a capacidade de comunicação, potencial e todas as outras soft skills. Dessa forma, é essencial ter conhecimentos técnicos, mas também ser uma pessoa integra e empática”, concluiu a aluna Renata do Nascimento Mariano. A estudante Maria Eduarda Malagori Amorim fez uma ampla reflexão tendo como base os ensinamentos passados pelo gerente de RH. “O importante é olhar para si e ver o que está faltando. São as habilidades técnicas? São as habilidades comportamentais? A comunicação assertiva está em falta? Ter um senso crítico em relação às suas capacidades é de extrema necessidade. É por ele que você consegue fazer um checklist do que melhorar em si mesmo e, consequentemente, se sentir cada vez mais preparado e capaz para estar dentro de uma empresa.” EQUIPE ABCJ
A mulher no mercado de trabalho é o tema da semana
A pandemia do Coronavírus veio nos ensinar que estamos todos interligados e somos todos coparticipantes desse mesmo período histórico, independente de gênero, nacionalidade, crença ou condição social. Mesmo assim, enfrentamos diferenças em diversos aspectos. A ABCJ trouxe para os estudantes do Preparando o Futuro deste ano a temática da Mulher do Mercado de trabalho, através da palestra da psicóloga Sandra Smaniotto, que tem ampla experiência em empresas e no atendimento clínico. Falando sobre o mercado de trabalho de forma geral e das desigualdades que ainda imperam, ela mostrou de forma didática que é só através da colaboração de todos que podemos mudar o preconceito e a disparidade que ainda existem. E isso depende da participação de todos. Também que é possível a homens e mulheres fazem escolhas, sejam elas crescer no mercado de trabalho e na vida profissional ou se dedicar aos desafios dentro das casas e das famílias. O aluno Andrey Augusto Lima Ribeiro trouxe a reflexão: “Lugar de mulher é onde ela decidir estar: seja no comando de uma empresa, seja na cabine de um avião, seja num campo de futebol… Nada deveria impedir uma pessoa só pelo fato do cromossomo dela ser XX, e eu espero que um dia a sociedade passe a enxergar isso e torne o ambiente de trabalho mais saudável para as mulheres também”. Já a estudante Beatriz Caroline Evaristo questiona: “O lugar onde estamos, é aonde queremos estar? Concordo que mulheres sofrem bem mais com diferenças, preconceitos (…) isso deveria parar! Sem nós mulheres, o que seria dos homens? E sem os homens o que seria de nós, mulheres? A união é a chave, um ajudando o outro, uma característica agregando ao outro e assim os dois seguem juntos, com sucesso para ambos”. O jovem Wendel Vinícius Marques da Silva faz um alerta. “A mulher sempre enfrentou muito preconceito. Ela deve sempre ser valorizada, seja em um ambiente de trabalho ou até mesmo em casa. Mulher é sinônimo de força, resistência, determinação e muito amor”, frisa. Bruna Xavier da Silva lembra de nomes que marcaram a história na luta contra o preconceito de gênero. “Frida Kahlo usou da sua arte como forma de protesto ao mundo conservado. Dandara se tornou um símbolo de resistência. Porque é preciso apegar-se às nossas ancestrais? Porque ainda é necessário sabermos e darmos continuidade à luta de cada uma delas? A resposta é que infelizmente que nossa necessidade de resistência ainda não acabou, somos assediadas no trabalho, na rua, nas escolas é até em casa(…). Ser mulher é um desafio, e também arriscado, mas não deixamos de ser mulher um dia sequer, essa luta por equidade é nossa”. Para o aluno Vinícius Leonardo da Silva Garcia, “a mulher, em diversos momentos da história da humanidade, foi subjugada e tirada do foco principal de sua própria narrativa. Ainda hoje, vemos diferença no tratamento, abuso sexual, desigualdade salarial ou até mesmo aqueles que dizem respeito a agressões físicas e morais. (…) Mas elas ofertam qualidades que faltam nos homens, tornando cada vez mais fácil a evolução, não só tecnológica, mas também humana”. EQUIPE ABCJ
A importância da Filosofia é debatida pelos alunos
O tema pode parecer complexo, mas a proposta feita aos alunos da turma 2022 do Projeto Preparando o Futuro na manhã do sábado (19) foi muito além de despejar conteúdos de uma disciplina complexa como a Filosofia. A ideia foi mostrar aos jovens a importância de questionarem tudo o que acontece, o que vêm, o que ouvem e o que lêem. O contabilista e colaborador da ABCJ, Marco Antonio Prebianqui, profundo admirador e estudioso da Filosofia, iniciou sua palestra destacando que o que uma pessoa se torna ao longo de sua vida depende de duas coisas: as oportunidades que ela teve e as escolhas que ela fez. E fez um convite para que os jovens imaginem como estarão daqui um ano. Essa é uma forma de eles planejarem e programarem as ações para que consigam conquistar aquilo que sonham. Os alunos não apenas fizeram perguntas, mas também organizaram uma fila de autógrafos, já que Prebianqui presenteou cada um deles com o exemplar do livro de sua autoria “Filosofia para uma vida Melhor”. Para a jovem Marcela Ferreira, é importante entendermos o que é filosofar. “Pensamos que a filosofia não traz sentido algum, mas a questão é: queremos resposta para ontem, mas esquecemos que, primeiro, ela nos ensina a pensar. Não existe uma receita a seguir para alcançar a felicidade e o sucesso, mas existem comportamentos que podemos colocar em prática. O principal é tomar decisões e fazer escolhas todos os dias, pois tudo que buscamos para o dia de amanhã, necessita da escolha de hoje”. O estudante Vitor Lorran Pacheco dos Santos comentou: “É a Filosofia que nos molda e ela que fará parte de toda nossa vida, desde o momento em que, na nossa infância, questionamos por qual motivo devemos comer brócolis, até a nossa vida adulta, quando nos indagamos sobre o motivo da gasolina estar tão cara ou por que tal lei foi aprovada ou vetada e como isso nos afetará”. A aluna Samyrha Mina Machado faz um questionamento: “O que é viver de verdade? E o que é ser feliz? Acho que viver está totalmente ligado à felicidade e à tristeza, raiva e paixões. Pode parecer clichê, mas tenho a certeza que sem isso não vivemos. Paixão por trabalho, paixão por estudos, por livros e pessoas realmente acredito que essas paixões são as que nos fazem vivos de verdade”, arrisca. A estudante Nicolle dos Santos Barbosa faz um alerta sobre os processos evolutivos de cada um. “Tudo é fase, tudo passa. Basta você escolher se quer encarar de cabeça erguida, com pensamentos positivos e com a certeza que tudo dará certo, ou viver infeliz, dificultando tudo e deixando a felicidade ir embora. Para ser alguém no futuro, devemos fazer escolhas hoje, nos perguntando onde queremos chegar e de que forma”. O aluno Felipe Oscar Farias da Rocha destaca a responsabilidade ao tomarmos decisões. “Atualmente, as pessoas se preocupam com a saúde do corpo, estética etc. Porém, esquecem-se da saúde da mente, assim potencializando uma doença, sem perceber. A Filosofia não traz respostas prontas, mas ela nossa ensina a pensar. Não fomos treinados para pensar, fomos educados para trabalhar. Precisamos ter senso crítico o suficiente para questionar, dar importância a se buscar o conhecimento e a sabedoria”. EQUIPE ABCJ
Palestra sobre trabalho em equipe desperta alunos para a complementaridade
Trabalhar em equipe é um desafio. Na escola, na família, nos jogos desportivos, na igreja, no emprego, no dia a dia, todos já tiveram de desenvolver alguma missão de forma coletiva. E muitas vezes o desafio foi tão grande que pensamos até em desistir. Mais do que falar da importância do trabalho em equipe, o biomédico, gerente de marketing da Roche e colaborador da ABCJ, Juliano Paggiaro, demonstrou na manhã de sábado (12) que esse desafio é possível de ser enfrentado. Além de expor a importância da atividade coletiva, Paggiaro realizou uma dinâmica com os alunos do Projeto Preparando o Futuro em que, em grupos de quatro pessoas, eles precisaram levar um bambolê até o chão, apoiado unicamente nos dois dedos indicadores de cada participante. Os dois grupos convidados enfrentaram dificuldades, mas o que descobriu, entre os estudantes, um líder que com calma direcionava o trabalho dos outros, foi o que melhor se saiu na tarefa. Com muito bom humor, os alunos tiraram várias lições interessantes da proposta. A estudante Bruna Xavier da Silva lembrou que cada um tem uma habilidade. “A cada dia que passa fico mais encantada com a complementariedade humana. Não existe e nem nunca existiu razão real para a arrogância. Não somos nada sem o outro. O outro não é nada sem nós. Como é maravilhoso poder contribuir como crescimento das pessoas! O melhor trabalho é o trabalho em equipe. A melhor família é a família unida. Tendo isso, o resto é nada”, avalia. A aluna Daniele Kerche da Silva destacou: “Trabalho em equipe agrupa várias pessoas com qualidades, experiências e conhecimentos diferentes para se alcançar a mesma meta! Ela possibilita que a pessoa se desenvolva e exercite habilidades como decidir, debater, respeitar e autoavaliar, ao mesmo tempo em que aprende sobre determinada disciplina”. O jovem João Pedro dos Santos Batista Oliveira complementou. “Uma das principais habilidades que desenvolvemos em contato com outras pessoas ao trabalhar em equipe é a capacidade de administrar conflitos, principalmente quando se está diretamente envolvido com pessoas que compartilham de diferentes opiniões, ideais e culturas. Uma situação como essa pode ser oportuna para podermos olhar as situações de uma nova perspectiva, e trabalharmos individualmente nossa resiliência, colocando em ação uma escuta ativa diante as adversidades”. A aluna Isabella Maria Mazzola do Carmo frisou: “O trabalho em equipe sem dúvidas é desafiador, mas se todos entrarem em sintonia e tiverem um objetivo em comum, isso faz com que elas trabalhem em harmonia. É como o trabalho das formigas, que trabalham em conjunto para terem comida. Foi uma ótima palestra, me fez abrir a mente e me mostrou que gera muito mais conhecimento tendo conexões com outras pessoas”. Já a estudante Giovana Bispo da Silva disse que vem aprendendo a importância de cada função. “Querer comandar pode até ser legal, mas nem sempre é o melhor. Às vezes, a ideia do outro é o mais certo a se fazer. A dinâmica feita durante a palestra mostra o quanto pode ser difícil trabalhar em equipe. Como todos têm que entrar em um acordo para que tudo dê certo, precisa do empenho de todos. Ninguém pode fazer algo diferente do combinado, fazer algo sozinho”. EQUIPE ABCJ
Empresários conhecem ABCJ e ‘adotam’ alunos do Preparando o Futuro
A manhã desta terça-feira (15) representa um marco na história da ABCJ. Um grupo de empresários e profissionais liberais da região de Jundiaí foi convidada pelo contador, professor e empresário Felipe Shahin Franco, sócio-fundador do Escritório EFE Contabilidade e Auditoria e Grupo EFE Soluções Empresariais, para um encontro de networking e para conhecerem o trabalho da ABCJ. O resultado não poderia ser mais positivo: oito participantes optaram por aderir à campanha “Adote Um Aluno”, e passam agora a colaborar mensalmente com os custos de um aluno do Projeto Preparando o Futuro. Mais do que conseguir “adotantes”, o objetivo da ABCJ e do colaborador Felipe Shahin foi mostrar a essas pessoas, que são formadores de opinião, o trabalho sério desenvolvido pela Associação, que já tem pelo menos 20 anos de atuação e 16 anos de fundação. O Preparando o Futuro já formou 414 jovens em curso de qualificação profissional pelo Senai, oferecendo não apenas instrução, mas também formação cultural e social para que se tornem bons profissionais e boas pessoas. “Eu acredito no projeto. Conheço, confio e sei da seriedade com que tudo acontece. Acho que é uma oportunidade para que as pessoas convidadas aqui hoje também conheçam e passem a colaborar de todas as formas com a formação desses jovens. As histórias deles são muito parecidas com a minha: vêm de família com pouca renda, mas têm muita garra e vontade de aprender e crescer, com educação e dedicação”, explicou Shahin. O presidente da ABCJ, Miguel Mazzola, frisou que a entidade sempre teve como principal fonte de recursos os eventos que eram realizados, como Festa da Uva, Feira da Amizade e Festa Junina, além de almoços e jantares. “A pandemia acabou com tudo isso, mas nós não desistimos do projeto. Buscamos recursos de todas as formas para garantir mais um ano de curso e estamos mostrando os resultados a pessoas que podem nos ajudar a continuar ofertando oportunidade de mudança do futuro desses jovens através da Educação”. Para Jairo Arlindo de Mattos, que é um dos fundadores da ABCJ, e mentor do Projeto Preparando o Futuro, a cada dia são dados novos passos para que a proposta inicial cresça e ganhe novos colaboradores. “Foi sempre muito trabalhoso, mas hoje estamos num outro patamar e temos condições de apresentar nossos resultados numa sala cheia de empresários porque o trabalho é muito sério e realizado com muita responsabilidade, sempre com os pés no chão e visando o resultado final que é ver esse jovem tendo sucesso na carreira que escolheu e atuando com agente multiplicador de conhecimento e do bem que recebeu”. Para conhecer mais sobre a ABCJ e sobre o Projeto Preparando o Futuro, que anualmente forma 32 jovens em curso de Qualificação Profissional, oferecendo a ele chance de uma ampla formação profissional e cultural, acesse www.abcj.com.br ou entre em contato com o coordenador Adilson Zanotello pelo (11) 99604-3654. EQUIPE ABCJ
Palestra sobre inovações tecnológicas desperta curiosidade dos estudantes
O engenheiro civil e colaborador da ABCJ Álvaro Tadeu Duran foi o palestrante do sábado (05) no Projeto Preparando o Futuro. ‘O que é tecnologia?’ foi o tema apresentado por ele, que chamou a atenção dos alunos comentando e demonstrando algumas mudanças que aconteceram na rotina de quase todas as pessoas nos últimos anos. Nascidos nos anos 2000, a maioria dos alunos sequer chegou a conhecer o som de um disco de vinil, mas mantem em seus aparelhos celulares centenas de músicas e tem acesso e centenas de milhares de outras através dos aplicativos. De forma bem humorada, o especialista abordou as novas tendências, mas não se esqueceu de mencionar o quanto a desigualdade econômica acaba refletindo na desigualdade tecnológica, o que levou os alunos a fazerem perguntas e produzirem textos intrigantes sobre o assunto. A aluna Renata do Nascimento Mariano escreveu: “A tecnologia é essencial atualmente e nos faz ter mais agilidade, acessibilidade e mais longevidade do que nunca. Em contrapartida, ela está precarizando cada vez mais alguns tipos de serviço. A tecnologia atualmente é indispensável e facilita muito nosso dia a dia. Mas, para fazer um bom uso dela é necessário estar atento sobre como as inovações são construídas e mantidas, por seus donos e colaboradores”. Alerta parecido faz o estudante Vinícius Leonardo da Silva Garcia. “A tecnologia tem muitos pontos bons, mas quando usada de maneira errônea pelo indivíduo pode acorrentá-lo a limites propriamente impostos, impedindo-o de desenvolver habilidades que se fazem necessárias às pessoas, seja no mercado de trabalho ou em qualquer outro ambiente e situação cotidiana. (…) Há problemas gerados pela facilidade que temos para com tudo hoje em dia, uma vez que o fácil acesso à informação gera comodidade, e a comodidade é inimiga do desenvolvimento”, avalia. A jovem Maria Eduarda Malagori demonstra preocupação com o acesso para todos. “ A tecnologia não é uma inimiga pública. Ela foi criada como meio facilitador, de modo que haja desenvolvimento, crescimento e progresso (principalmente o sustentável). No entanto, de que vale a mudança se não é para todos? Por isso é necessário de que seja usada da forma correta. (…) O governo deve abordar de forma educativa, inserindo a ciência e a informação para as áreas mais afastadas e marginalizadas. A instalação de redes de sinal e internet também são úteis para que haja a democratização do conhecimento. Ninguém é obrigado a usar, mas todos devem ter o direito de poder usufruir”. A aluna Giovana Bispo da Silva aproveitou as dicas do palestrante para o estabelecimento de metas pessoais. “Como foi dito pelo palestrante, assim como a tecnologia, sempre temos que estar um passo à frente, nos preocupar com o novo, em fazer novas descobertas, olhar para quem está em nossa frente e querer ir mais longe que eles. Isso foi algo que me chamou muita atenção, porque realmente isso é importante”. A estudante Larissa Hellen de Oliveira ficou intrigada em descobrir o que as gerações futuras pensarão da atual. “Assim como os nossos antepassados acreditavam que nada do que temos hoje realmente seria criado, o que você acha impossível algum dia existir? (…) Como será que os nossos filhos e netos verão as inovações que temos atualmente e as que eles terão na geração deles? Será que, assim como achamos estranho e ultrapassado o fato de que os nossos pais compravam discos de vinil, eles acharão estranho e desordenado utilizarmos certos aparelhos tendo que ligá-los na tomada utilizando um fio?”. EQUIPE ABCJ
Alunos analisam estudo de Harvard a respeito da conquista da felicidade
O que nos mantém saudáveis e felizes por toda a vida? É com essa pergunta que o psicanalista e pesquisador Robert Waldinger, abre sua palestra, proferida para o Ted Talks em 2015. Nessa apresentação, ele mostra alguns resultados do estudo que dirige e que é o mais longo sobre a vida adulta, que vem sendo realizado pela Universidade de Harvard há 80 anos. O que impressiona na pesquisa é que por décadas a vida de um grupo de homens vem sendo analisada. Aqueles que tiveram uma vida mais longa, mais saudável e mais feliz não são os mais ricos ou bem sucedidos, mas aqueles que construíram melhores relacionamentos. A palestra foi o tema levado aos alunos da turma 2022 nesta semana, uma vez que não houve palestra presencial no sábado (26), considerado dia não letivo no Senai. O dever virtual foi encarado com muita responsabilidade pelos alunos, que apresentaram interessantes reflexões sobre o vídeo. A estudante Ana Louisa da Rosa Prates comentou: “Bons relacionamentos não significam quantidade e sim a qualidade. Tempo, amor, carinho e atenção são essenciais para um bom relacionamento. Quando temos uma relação na qual só existem brigas, desentendimentos e cobranças sem necessidade, nos sentimos pra baixo, incapazes e isso não nos traz bons resultados”, escreveu. O jovem Geovany Rodrigues Rezende destacou a importância do amor. “Seja entre amantes ou amigos, o amor é um sentimento que nos motiva agora, que nos faz viver o agora, desejar o presente e não querer que ele se torne passado. A sensação de ser amado e de amar, nos move de uma maneira incompreensível. O ‘bom dia’ de uma mãe, o abraço de um amigo são detalhes que nos marcam”. A aluna Beatriz Caroline Evaristo comentou que a palestra a fez reavaliar o que considera importante. “Queremos tantas coisas, sonhamos tão alto com a felicidade e com o futuro perfeito que não vemos que a felicidade está no mais simples, numa conversa diária com os pais ou amigos, num gesto de carinho com o amado(a), na boa relação com os parceiros de equipe, sem vê-los com olhar de inimigos. Com amor, levamos uma vida muito mais leve e prazerosa, fazendo até a pior dificuldade diária se tornar algo divertido de se enfrentar, com alguém do lado”. O estudante Andrey Augusto Lima Ribeiro explicou que a pesquisa vai ao encontro à sua linha de pensamento. “De acordo com o estudo, as relações não são feitas com quantidade, mas sim a qualidade dos relacionamentos com os amigos, com a família e com a sociedade. Então o segredo para uma vida feliz não são apenas todas as suas conquistas pessoais e status social, mas sim boas relações. Isso sim faz bem pra saúde e pro ser se sentir acolhido e em grupo. Relações não podem ser deixadas de lado”. A jovem Larissa Helen de Oliveira aproveitou o vídeo para fazer um exercício de empatia. “Eu me coloquei no lugar daqueles que não são ouvidos, que são excluídos, isolados e que não possuem ninguém. Como deve estar o interior deles? Será que eles ainda têm vontade de viver, de sair para se divertir e será que estão cuidando da própria saúde? Bom, usando tudo o que aprendi ao longo do vídeo, a resposta seria que essas pessoas não são felizes e que não têm uma vida boa, e provavelmente irão sofrer as consequências no futuro”. EQUIPE ABCJ
“A importância da leitura” é o tema da semana
Um bate-papo descontraído sobre como a Leitura pode nos auxiliar em diversos aspectos da vida. Assim foi o final da manhã do sábado (19) para os alunos que integram a turma 2022 do Projeto Preparando o Futuro, da ABCJ. Depois da aula de Logística, eles assistiram a uma palestra com o advogado, fundador e diretor da ABCJ, Paulo Tromboni, que trouxe o tema para a sala da aula. Contando um pouco de sua experiência pessoal e profissional, o colaborador convidou os alunos a se aprofundarem no mundo da leitura, que auxilia em qualquer carreira, além de ser um excelente hobby pessoal. Alguns alunos demonstraram ter o hábito da leitura e tiraram duvidas pontuais sobre o que ler. Outros, que já não cultiva, esse hábito, questi8onaram sobre como tornar essa atividade mais interessante e foram estimulados por Tromboni a começarem por assuntos e publicações que gostem. O estudante João Pedro dos Santos Batista Oliveira comentou: “Ao participar da palestra, pude me recordar e refletir como a leitura foi uma grande ferramenta de apoio no meu processo de ‘reeducação’ em relação à gramática. Hoje vejo a importância da leitura, e como o bom hábito de se plantar novas ideias e regar seus frutos pode ser muito benéfico em meio ao desenvolvimento de cada um como indivíduo e como parte da sociedade”. A jovem Mirella Marjorie Leme destacou: “O que achei bem interessante foi o palestrante ter dito sobre como ler abrange muita coisa. Ter um hábito de leitura ou ser um leitor não é somente um termo para quem lê livros. Pode ser para todo tipo de leitura, como no meu caso, eu gosto muito de ler gibis e mangás. (…) Ler algo físico pode nos ajudar bastante com vocabulários e até mesmo a passar um tempo longe da tecnologia”. O aluno Everton dos Santos Lima reviu seus conceitos sobre a leitura. “Eu não tenho o hábito de ler, mas queria muito desenvolver tal atitude para adquirir conhecimento e assim ajudar minha autoestima. Muitas vezes não consigo acreditar que sou capaz quando realmente sou e consigo fazer algo que jamais pensaria que eu fosse capaz. A palestra e trouxe uma luz para me dizer que nunca é tarde demais para desenvolver o hábito da leitura e que sempre é possível”. A estudante Nicolle dos Santos Barbosa comentou: “Começar a ler é se abrir para novos horizontes, ter outros olhares e pensamentos, ter novos aspecto de vida. Como diz Monteiro Lobato ‘Quem escreve um livro cria um castelo, quem o lê mora nele’. Quando você lê, automaticamente acaba entrando na história, se envolve com o enredo e com os personagens. É ‘mergulhar e devorar’ os livros que nos faz sentir vontade de ler cada vez mais”, avalia. Já o atento aluno Patrick Pedro da Silva resumiu: “Quando lemos, não estamos somente vendo algumas palavras transcritas em um papel, ou em um ecrã de celular. Estamos viajando por inúmeros lugares diferentes. Com apenas algumas mexidas de cabeça, podemos estar visitando Hogwarts, ou entrar na toca de um coelho de terno e parar no País das Maravilhas. Quem sabe até mesmo viajar para o palácio de um príncipe dentro de uma charrete que acabou de ser transformada em abóbora pela sua fada madrinha”, convida. EQUIPE ABCJ
Palestra e dinâmica levam alunos a refletirem: “Quem sou eu?”
Durante sua vida, uma pessoa pode mudar muitas vezes de identidade. Primeiro uma criança, depois um adolescente, em seguida um jovem e depois um adulto e um idoso. Dentro de cada uma dessas definições de idade, uma imensa gama de outras características que fazem cada ser humano ser único. Mas como definir quem somos? Essa foi a pergunta feita pela psicóloga da ABCJ, Tamiris de Nazaré Gomes, aos alunos da turma 2022 durante sua palestra no sábado (12). Levando os jovens a uma jornada rumo ao autoconhecimento, ela abordou o delicado tema e fez com que muitos jovens refletissem sobre quem são e onde querem chegar. Realizou ainda uma dinâmica convidando alguns estudantes e entregando a eles a missão de identificarem-se como empresas e explicar as principais características que as definem. Uma aluna foi convidada a escolher qual ‘empresa’ mais a atraiu e explicar o motivo. Desta forma os jovens conseguiram perceber o quanto saber melhor quem são pode ajudá-los a se apresentar melhor em qualquer situação. Os alunos elaboraram curiosos textos sobre o tema da semana. Como o estudante Kauê Maikon Evangelista dos Santos, que confessou nunca ter feito a pergunta “Quem sou eu?” a si mesmo. “Ao longo da palestra, foi dada uma maneira de iniciar o trajeto. Era exatamente isso que eu estava precisando! Percebi que estava perdendo foco nos meus objetivos (…) Então analisei o que poderia estar me prejudicando. E me fiz outra pergunta: o que pode ser feito para reverter essa situação? Então decidi abrir mão do “E se não der certo?” e optar pelo “Se não der certo, eu levo como aprendizado e tento novamente até acertar”. O aluno Augusto César Pereira Soares comentou que já tem uma meta no curso. “Eu entrei com um objetivo: ser melhor que minha última versão, não ser melhor que ninguém. Temos uma oportunidade única, pois a ABCJ nos proporciona refeição, transporte, aula… Estudar e é um privilégio, mas só seu esforço pessoal te levará a conquistar seus objetivos. Conhecimento é o que nunca ninguém poderá tirar de você! Desistir nunca foi meu foco”. Para a aluna Maria Eduarda Malagori o autoconhecimento nos leva a refletir se o que esperam de nós é o mesmo que nós esperamos de nós mesmos. “Nos é ensinado que devemos estar bem o tempo todo e que sentimentos como a raiva e o desanimo são ruins quando, na verdade, todos eles são essenciais. Essa busca incessante por sentimentos “perfeitos”, aceitáveis e esperados acaba nos corroendo e, por causa de tantas máscaras vestidas, muitas vezes nem percebemos o quão mal estamos.(…) É difícil olhar e ter coragem para começar a arrumar toda a bagunça”. O jovem Vitor Lorran Pacheco dos Santos afirma já se conhecer bem e já tem um objetivo muito claro e bastante ambicioso. “Tenho um grande sonho, que é ser o presidente do Brasil um dia. Sei os meus objetivos, o caminho que eu tenho que trilhar e todos os desafios que eu vou encarar. Todavia não irei desistir em nenhuma hipótese porque eu sei de todo o meu potencial e sei que eu vou mudar o Brasil”, acredita. A aluna Bruna Xavier da Silva disse que durante a palestra lembrou-se de um poema de Luiz Gama. E inspirada nele, escreveu: “Às vezes,Nem eu mesma sei quem souUma pessoa feliz, amo a vidaE dela sou uma mera aprendizNa estrada até aqui pouco ou muito me conheciMe conheci muito a ponto de saber que é poucoQuando mergulho nesse mar chamado eu mesmaEuBoio, passo os dedos na água e sinto pazPaz de me conhecer e sentir quem eu sou e aonde mereço estarCom todos os meus valoresAmoresE sonhosTodos eles sou quem eu sou.É eu sou isso tudo.” EQUIPE ABCJ
Alunos da turma 2022 escrevem sobre as expectativas para o ano
Os estudantes que compõem a turma 2022 do Projeto Preparando o Futuro, marca registrada da ABCJ, tiveram na manhã do dia 5 de fevereiro o primeiro dia de aula do curso de Qualificação Profissional em Operador de Logística, no Senai de Jundiaí. Ainda antes da aula técnica, estiveram reunidos com a Equipe Técnica da ABCJ, que apresentou com um pouco mais de detalhes como funciona o projeto e os compromissos da ABCJ e também dos alunos durante todo o ano. Foi um momento muito produtivo, em que a equipe, composta pelo coordenador Adilson Luiz Zanotello, a assistente social Lilia Irani de Souza Reis, a psicóloga Tamiris de Nazaré Gomes e a jornalista Roberta Dutra Marquesini, bem como presidente da ABCJ, Miguel Arcanjo Mazzola, puderam explicar melhor como será o acompanhamento dos alunos durante o ano e o que é esperado como participação por parte dos jovens. Todos os alunos escreveram textos muito interessantes sobre essa primeira experiência. A aluna Sícile Thalita de Oliveira Matos ficou bastante impressionada com a abordagem feita pela psicóloga Tamiris, que lembrou o neuropsiquiatra e psicoterapeuta Viktor Frankl, e sua dedicação ao estudo da motivação. “Levarei todo o curso, tentando e buscando o melhor de cada momento e aula, para que no final eu veja que tudo foi por um propósito maior. É como pensava Viktor Frankl: ‘Quando a circunstância é boa, devemos desfrutá-la; quando não é favorável, devemos transformá-la; e quando não pode ser transformada, devemos transformar a nós mesmos’.” A jovem Renata do Nascimento Mariano lembrou toda a angústia enfrentada por todos nos dois últimos anos. “Nesse ano existe um diferencial: a esperança. Refletir sobre os obstáculos vividos até aqui, me faz perceber que eu posso lutar contra coisas que eu nunca seria capaz de vencer. Fazendo parte do Projeto Preparando o Futuro, creio que esse raio de esperança irá aumentar, e também será mais fácil de não me esquecer da minha essência e dos meus objetivos, profissionais e pessoais, além de obter capacitação profissional.” Para a estudante Beatriz Caroline Evaristo, o projeto mostrou-se acolhedor. “É bom ver que ainda existem pessoas que se importam com nosso futuro e dificuldades, sejam lá quais sejam, nos cobrando apenas o que na verdade nem deveria ser cobrado: cumprir horários, não faltar e se comprometer com quem está comprometido com a gente. Em qualquer chance da vida, isso é o mínimo que devíamos saber e realizar sempre.” O jovem Patrick Pedro da Silva comparou o curso a uma luz no fim do túnel. “Quando a equipe da ABCJ anunciou esse curso na minha escola, fiquei muito animado, mesmo não sabendo se iria passar por todas as etapas. No documento, estava tudo muito bem explicado, e o mais impressionante: 0 de custo, nenhum aluno pagaria nada. Vale-Transporte, lanche, uniforme foram algumas das promessas do curso (todas cumpridas), fora todo tipo de assistência que os alunos fossem precisar. E mais uma vez a equipe da ABCJ reforçou o único requisito que eles precisavam que todos os alunos tivessem, em troca de tudo que o curso nos oferece: a presença”. O aluno Geovany Rodrigues Rezende destacou o cuidado com que tudo é preparado para os alunos. “Durante a apresentação, pude ver que é um projeto que foi plantado com amor, com alegria, com o desejo de ajudar o próximo. Poder participar e ver o crescimento do projeto, é gratificante. Saber que tudo foi preparado com carinho faz que minhas expectativas sejam grandes, tanto para minha vida profissional tanto quanto a mim como pessoa”. EQUIPE ABCJ